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sábado, 19 de abril de 2014

O TOQUE


saudedacriancadeaaz.blogspot.com
Há alguns anos (década de 90), o governo venezuelano comprometeu-se a incentivar os pais em todas as cidades do país, por meio de uma conscientização, acerca da importância de tocar seus filhos. Isto após uma experiência com  600 famílias, divididas em 2 grupos, onde um grupo foi instruído a tocar seus filhos e o outro a não toca-los. Os que foram tocados apresentaram melhor desenvolvimento, maior sociabilidade, mais calma e tranquilidade. O método " Bebê Canguru" passou a ser amplamente difundido desde então. 
O toque é algo absolutamente necessário tanto para o ser humano quanto para os animais. 
 Em seu livro “Tocar” ( “Touching”), Montagu descreve a experiência de um rei que dividiu em 2 um grupo de recém-nascidos: mandou as babás tocarem, acariciarem um dos grupos, que lhes dessem colo ao alimentarem-nas e lhes falassem, cantassem e olhassem-nas nos olhos. Quanto ao outro grupo, elas foram instruídas a alimenta-los, não olhar em seus olhos, nem uma palavra sequer e não lhes dar colo. 
Ao final dessa experiência, os bebês que foram tocados vingaram com boa saúde, enquanto  os outros morreram todos. Esta experiência nos delata  bem  quão essencial é o toque.
 Ainda hoje alguns concordam com as teorias psicológicas (obsoletas) de Freud, Jung, Piaget e outros quanto a afirmar que devido à imaturidade do cérebro do bebê, ele não traz registros de sua vida intrauterina, nem cria vínculos quando nela.
Entretanto experiências comprovam que o bebê já é um ser pensante e capaz de decidir inclusive acerca de sua própria vida antes do cérebro. 
O EU vem antes do cérebro.
No ventre, ele tem conhecimento de tudo o que se passa a seu redor, inclusive a forma com que foi gerado: se fruto de amor, estupro, sexo casual; se a mãe/o pai o aceitaram ou desejaram aborto; se foi amado, se mãe estava feliz e outros.
Os bebês têm capacidade de saber o que a mãe está pensando, ele possui uma "linha direta" com ela - capacidade que tende ser perdida após nascimento devido a não estimulação, continuidade neste exercício.
Têm consciência dos problemas de saúde maternos, p. ex. uma mãe psicótica, o bebê sabe que "ela não está pronta para mim";ou "não quero ir para minha mãe".
Quando a mãe grita, o bebê se afasta dentro do útero; ele faz o que vê como o melhor a ser feito, pois possui inteligência para isso. Tanto é que num estudo realizado entre 8.000 mulheres classe média da Califórnia, os bebês cujas mães não desejaram a gravidez sofreram risco de vida 2,5 vezes mais do que os que foram desejados.
Estudos realizados na Grécia e EUA numa creche e num jardim da infância, mostraram que bebês cujas mães desejaram a gravidez, tiveram um desempenho melhor e mais adequado ao desenvolvimento - os bebês devem ter compreendido algo!
Em 1998, assistindo a um vídeo da psicóloga Renate Jost de Moraes, a qual desenvolveu um método importantíssimo ADI (Abordagem Direta do Inconsciente) por meio da TIP (Terapia da Integração Pessoal), ela dizia que havia realizado terapia num só paciente concebido por inseminação artificial, portanto, sendo este somente um caso, não pode concluir pesquisas acerca de casos como este e saber se as impressões das pessoas nascidas da inseminação artificial são as mesmas. Nunca mais esqueci a frase deste paciente:
quando “ovo congelado, sentia muito frio, muito frio; era um  estar morto sem morrer”. 
Esta é a realidade da vida intrauterina: é uma vida pensante desde antes de ser um feto, uma
vida que pensa, sente, tem iniciativas. E quanto menor o ser humano, mais profundas as machucaduras em seu coração, cabendo portanto um auxílio terapêutico para erradicar tais machucaduras.
Se você se interessou e quer saber mais, entre em contato comigo pelo email: psicanacris.aquino@yahoo.com.br
 Terei satisfação em atender.

Anacris Aquino

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

As Primeiras Lições do Ser


incredible_photos_a_child_is_born_640_16.jpg Os 1ºs contatos e as 1ªs  experiências do homem com o mundo dão-se com ele dentro do útero. Ele aprende olhando, tocando, sendo carregado e, sendo olhado... aliás, creio que  a mais importante lição de sua vida se dê aí : amar-se, deixar-se amar.
Como o útero não veda completamente a luz, o bebê, ao nascer, já sabe o que é a claridade e o que é a escuridão;assim como já aprendeu a beber, praticando com o líquido amniótico. Às vezes soluça. Acomoda-se aos movimentos materno,chupa o (s) dedinho (s), até do pé; coça-se, espreguiça-se, encolhe-se, até em resposta aos estímulos que lhe são feitos. Sua pele é aquecida pelo líquido amniótico e, por este conduzir melhor o som do que o ar, ouve todos os sons provindos do corpo materno: o ruído surdo provocado pelo funcionamento de seus intestinos; os gases provenientes do refrigerante que ela ingeriu, o bater de seu coração, a voz materna e principalmente a paterna – a qual ele ouve primeiro, por ter o tom grave; batidas de carro, sons ultrasônicos e músicas. Ao ouvir uma música com freqüência, após seu nascimento, vai reconhecê-la ao ouvi-la, principalmente se for a voz paterna ou materna a cantarolá-la. O bebê tem a capacidade auditiva aguçada e aprende com facilidade as coisas. Caso lhe seja sugestionado que a Matemática é agradável, no decorrer de sua vida ele certamente aprenderá tal matéria com a facilidade que lhe foi sugestionada.
Um feto de 5 (cinco) meses é capaz de chorar: uma bolha de ar alojou-se no rosto do bebê e ele engoliu um pouco de ar fora de hora. Ouviu-se então seu lamento abafado e fraquinho através do ventre.
O ambiente lingüístico do feto é importante para que seu desempenho lingüístico na infância seja elaborado. Ou seja: a forma do falar dos pais influi na forma de falar da criança, após seu nascimento. O falar com clareza, com boa dicção dos pais trará ao bebê a fala clara. Bebês cujos pais não possuem boa dicção, têm sua dicção adulterada no concernente às frases inteligíveis.
O ambiente químico dado aos Bebês de proveta pode ser parecido com o ambiente que o ventre materno oferece, mas, se o ambiente sensorial for descuidado, acarretará sérios limites ao Bebê.
O ato de nascer é tido como a 1ª. experiência traumática do recém-nascido. Ao nascer, o Bebê sai de um ambiente que o cerca de cuidados, de uma temperatura confortável, onde ele possui mobilidade, liberdade de movimentos, onde não existem atritos e passa a um ambiente cuja temperatura é diferente da conhecida, o atrito está presente e logo o colocam numa superfície plana, desprotegida e desconhecida que não lhe oferece segurança alguma. Novas e desconhecidas sensações são por eles vivenciadas, sensações por vezes assustadoras, irregulares. Antes, no ventre materno, ele podia movimentar-se delicadamente, seu coração batendo sincopado com o da mãe (o coração dele bate duas vezes mais rápido que o materno). Intuitivamente, algumas mulheres entendem que há necessidade de manter esta experiência rítmica, acalentando, acariciando, embalando seu filho. Ainda que não o saiba, a mãe, ao embalar seu filho, tende a seguir o ritmo de sua respiração ou da respiração de seu filho e, quando o acariciam, as palmadinhas que geralmente e sucedem tendem a manter o compasso de seu coração ou do coração do Bebê.
Para Ashley Montagu, autora do livro “Touching” (“Tocar”), as primeiras experiências táteis para os mamíferos são vivificadoras: o animal recém–nascido é cuidadosamente lambido e limpo após seu nascimento e intervalos freqüentes, como estímulo tátil necessário. A pele é massageada e os impulsos sensoriais chegam ao Sistema nervoso Central, estimulando os centros respiratórios e outras funções. Caso isso não se dê, ele pode facilmente vir a morrer. Nos Humanos, as prolongadas contrações uterinas desempenham o mesmo papel da lambida dos animais: põem em funcionamento os sistemas internos.
Mas a necessidade dos estímulos táteis não termina após o nascimento;o toque é sempre necessário para o ser humano, possui uma importante função em seu desenvolvimento integral.



Anacris Aquino 
foto:http://jornalaw.com.br/o-embriao-humano-e-pessoa-sim-senhores/