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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A ALEGRIA DA RECONCILIAÇÃO






O que nos pode tornar alegres? Do que fala a Alegria? A Alegria é aquele sentir o coração livre, disposto ao bem desejoso de ver o bem em si e no outro.

O Papa Francisco nos falou acerca do tempo: enquanto pensamos ter o domínio do tempo, achamos que ele demora a passar, que está lento ou rápido demais, o que temos na realidade é somente a possibilidade de escolher como vivermos o MOMENTO, que é o presente, o qual passa rapidamente a ser o passado e o aproveitarmos para escolhas assertivas. Quando faço escolhas assertivas, elas serão confirmadas pela Alegria que sentirei, são escolhas que me levam ao crescimento e auxiliam meu próximo a crescer.

A Alegria é a luz que ilumina minha face, que permite o outro chegar até mim, que me permite optar e querer o belo, o verdadeiro.

Como conseguir a Alegria? Somente com a reconciliação comigo e com o outro.

Reconciliar significa harmonizar, harmonizar-se consigo mesmo e com o outro. Fala de um autoconhecimento, pois quando ouço a mim mesma falando coisas do tipo: “não o conheço, mas não fui com a cara dele”, isto deve servir como sinal de alerta, de que algo em mim não está sendo aceito por mim, necessito de reconciliar-me comigo mesma.

Estamos num momento em que temos a chance de lançar um olhar para nosso íntimo e optar pela reconciliação conosco e com outrem.

O final de um ano, de mais uma etapa da vida vivida, uma possibilidade de resgatar o que deixei para trás, mergulhar dentro de mim, me perdoar pelo que fiz e não deveria ter feito, pelo que não fiz e deveria ter feito, aprender com minhas próprias escolhas e sentir em meu ser a Alegria da Reconciliação comigo mesma e com o outro.

Anacris Aquino
Foto:www.comerbeberetal.com.br

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Papa fala dos caminhos de preparação para o fim dos tempos


Homilia na Casa Santa Marta


Na homilia, Papa indicou a oração para discernir cada momento da vida e a esperança para olhar para o fim dos tempos
Da Redação, com Rádio Vaticano
Papa fala dos caminhos de preparação para o fim dos tempos
O homem pode sentir-se dono do momento, mas Papa ressaltou que somente Deus é o mestre do tempo / Foto: L’Osservatore Romano
Na Missa desta terça-feira, 26, Papa Francisco falou de dois conselhos para compreender o fluxo do tempo presente e preparar-se para o fim dos tempos: oração e esperança. Ele indicou, na oração, a virtude para discernir cada momento da vida; na esperança em Jesus, a virtude de olhar para o fim dos tempos.
As reflexões do Papa vieram do Evangelho do dia, no qual Jesus explica aos fiéis o que deverá acontecer antes do fim da humanidade, assegurando que nem o pior dos dramas poderá colocar em desespero aqueles que acreditam em Deus. Ao longo deste caminho, Francisco observou a diferença entre viver o momento e viver o tempo.
Segundo ele, o cristão é o homem ou a mulher que sabe viver tanto no momento quanto no tempo. “O momento é aquele que nós temos em mãos, agora; mas este não é o tempo, pois este passa! Talvez nós nos sentamos ‘patrões do momento’, mas o engano é acreditar sermos os ‘patrões do tempo’. O tempo não é nosso, o tempo é de Deus!”.
Citando as palavras de Jesus, o Pontífice advertiu que não devemos nos deixar enganar no momento, pois haverá quem se aproveitará da confusão para apresentar-se como Cristo. Dessa forma, as virtudes necessárias para o cristão viver o momento são a oração e o discernimento. Já para olhar para o tempo, cujo único mestre é o Senhor, não há nenhuma virtude humana, mas sim aquela dada pelo Senhor: a esperança.
“O cristão sabe esperar o Senhor em todo momento, mas espera no Senhor o fim dos tempos. Homem e mulher de momento e de tempo; de oração, de discernimento e de esperança. O Senhor nos dê a graça de caminhar com a sabedoria, que também é um dom d’Ele: a sabedoria que, no momento, nos leva a rezar e discernir. E o tempo,  mensageiro de Deus, faça-nos viver com esperança”.