Os 1ºs contatos e as 1ªs experiências do homem com o mundo dão-se com
ele dentro do útero. Ele aprende olhando, tocando, sendo carregado e, sendo
olhado... aliás, creio que a mais importante
lição de sua vida se dê aí : amar-se, deixar-se amar.
Como o útero não veda
completamente a luz, o bebê, ao nascer, já sabe o que é a claridade e o que é a
escuridão;assim como já aprendeu a beber, praticando com o líquido amniótico.
Às vezes soluça. Acomoda-se aos movimentos materno,chupa o (s) dedinho (s), até
do pé; coça-se, espreguiça-se, encolhe-se, até em resposta aos estímulos que
lhe são feitos. Sua pele é aquecida pelo líquido amniótico e, por este conduzir
melhor o som do que o ar, ouve todos os sons provindos do corpo materno: o
ruído surdo provocado pelo funcionamento de seus intestinos; os gases
provenientes do refrigerante que ela ingeriu, o bater de seu coração, a voz
materna e principalmente a paterna – a qual ele ouve primeiro, por ter o tom
grave; batidas de carro, sons ultrasônicos e músicas. Ao ouvir uma música com
freqüência, após seu nascimento, vai reconhecê-la ao ouvi-la, principalmente se
for a voz paterna ou materna a cantarolá-la. O bebê tem a capacidade auditiva
aguçada e aprende com facilidade as coisas. Caso lhe seja sugestionado que a
Matemática é agradável, no decorrer de sua vida ele certamente aprenderá tal
matéria com a facilidade que lhe foi sugestionada.
Um feto de 5 (cinco) meses é
capaz de chorar: uma bolha de ar alojou-se no rosto do bebê e ele engoliu um
pouco de ar fora de hora. Ouviu-se então seu lamento abafado e fraquinho
através do ventre.
O ambiente lingüístico do feto
é importante para que seu desempenho lingüístico na infância seja elaborado. Ou
seja: a forma do falar dos pais influi na forma de falar da criança, após seu
nascimento. O falar com clareza, com boa dicção dos pais trará ao bebê a fala
clara. Bebês cujos pais não possuem boa dicção, têm sua dicção adulterada no
concernente às frases inteligíveis.
O ambiente químico dado aos
Bebês de proveta pode ser parecido com o ambiente que o ventre materno oferece,
mas, se o ambiente sensorial for descuidado, acarretará sérios limites ao Bebê.
O ato de nascer é tido como a
1ª. experiência traumática do recém-nascido. Ao nascer, o Bebê sai de um
ambiente que o cerca de cuidados, de uma temperatura confortável, onde ele
possui mobilidade, liberdade de movimentos, onde não existem atritos e passa a
um ambiente cuja temperatura é diferente da conhecida, o atrito está presente e
logo o colocam numa superfície plana, desprotegida e desconhecida que não lhe
oferece segurança alguma. Novas e desconhecidas sensações são por eles
vivenciadas, sensações por vezes assustadoras, irregulares. Antes, no ventre
materno, ele podia movimentar-se delicadamente, seu coração batendo sincopado
com o da mãe (o coração dele bate duas vezes mais rápido que o materno).
Intuitivamente, algumas mulheres entendem que há necessidade de manter esta
experiência rítmica, acalentando, acariciando, embalando seu filho. Ainda que
não o saiba, a mãe, ao embalar seu filho, tende a seguir o ritmo de sua
respiração ou da respiração de seu filho e, quando o acariciam, as palmadinhas
que geralmente e sucedem tendem a manter o compasso de seu coração ou do
coração do Bebê.
Para Ashley Montagu, autora do
livro “Touching” (“Tocar”), as primeiras experiências táteis para os mamíferos
são vivificadoras: o animal recém–nascido é cuidadosamente lambido e limpo após
seu nascimento e intervalos freqüentes, como estímulo tátil necessário. A pele
é massageada e os impulsos sensoriais chegam ao Sistema nervoso Central,
estimulando os centros respiratórios e outras funções. Caso isso não se dê, ele
pode facilmente vir a morrer. Nos Humanos, as prolongadas contrações uterinas
desempenham o mesmo papel da lambida dos animais: põem em funcionamento os
sistemas internos.
Mas a necessidade dos estímulos táteis não
termina após o nascimento;o toque é sempre necessário para o ser humano, possui uma importante função em seu desenvolvimento integral.Anacris Aquino
foto:http://jornalaw.com.br/o-embriao-humano-e-pessoa-sim-senhores/
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