Adolescência - fase de autoconhecimento, de testar/desafiar limites, ver "até
qto eu posso ir? o q vai me acontecer se eu for mais longe?" E associada a tal
curiosidade, ocorre o desafio: muitas vezes, até sei q devo me prevenir nas relações
se não quizer engravidar, como pelo método Billings, a fim de evitar a gravidez
precoce ou num momento em que não a desejo, entretanto o desafio, os hormônios, e a irresponsabilidade - “vou fazer o q quero, depois vejo como é q fica” -
fala mais alto, me levando a tomar uma postura de não proteção. E é aí q mais
facilmente posso engravidar.
Unida a
um susto inicial, vem a vergonha e posterior culpa, não exatamente por estar
grávida, mas pelo fato de ter tido relações sexuais tão precocemente, ou por
ter traído a confiança nela depositada, ou por que não teve apoio do namorado,
ou por outros tantos motivos.
Porque o
adolescente inicia tão cedo sua vida sexual?
Podemos
nos referir a algumas fatias de possibilidades, mas não a todas; há vida sexual
acontecendo desde os 8 - 9 anos de idade: a “normalidade” sexual imposta pela
mídia, os apelos sexuais, as mulheres e os homens, cujos corpos
esculturais usados para todo tipo de comerciais; os
adolescentes meninos tentando entrar no hall dos homens, enquanto as meninas no
das mulheres; querer ser “popular”, ser “livre”, aceito, ser pertenço a um
grupo.
Ainda
hoje há pais que levam seus filhos para iniciação da vida sexual a uma
prostituta, incentivam-no a terem relações com elas. Não sabem, ou esquecem-se
que a relação sexual une o casal num só, e tal união trará consequências graves
para as gerações presente e futuras.
Há pais
que não tiveram orientação quanto a vida sexual conjugal e têm vergonha de
falar sobre sexo, até sobre "beijar" com seus filhos, daí a presença do tabu vivo
ainda hoje em nosso meio.
A
gravidez indesejada:
Grande
parte das meninas grávidas nunca teve um orgasmo. Não tiveram orientação sexual,
não sabiam realmente que poderiam engravidar ou contrair alguma Doença
Sexualmente Transmissível. Sonham com o companheiro/a sempre junto delas/es,
sonham num “felizes para sempre”, junto com o namorado/a...até que...ocorre a
gravidez.
O susto,
o medo, o desamparo, o despreparo, a rejeição por parte do pai da criança, a
quem a menina se entregou num selar da confiança nele; às vezes este namorado pode
duvidar da conduta da namorada, negar a paternidade, deixa-la sozinha, com sua
gravidez. Até a família pode desprezar esta gravidez, seja por que era contra o
namoro, seja porque for, e deixar a menina sozinha. Nestas horas surgem
os que estavam à espreita: os que oferecem um “aborto seguro” – como se
existisse um! – um remédio para expelir este “objeto indesejado” de seu ventre,
enfim: sem apoio algum, a adolescente geralmente cede e aborta a vida nela
presente.
É crescente o número
de abortos na adolescência. Adultos “bonzinhos”
associados ou não a pais desinformados levam a jovem a abortar. Políticas públicas objetivando a conscientização dos adolescentes parecem não bastar. O que fazer? O trabalho conjunto entre pais, escola, governo levará a uma conscientização.
Como
prevenir a gravidez na adolescência:
O diálogo
somado à orientação aberta e sincera dos pais é a melhor e mais indicada forma
de prevenir gravidezes enquanto não se tem maturidade e nem desejo de ser mãe.
A
gravidez precoce afeta o desenvolvimento pessoal dos pais adolescentes, pois
têm que abandonar rotinas inerentes à sua idade para assumir um compromisso
precoce, o qual muitas vezes não estavam preparados. Eles pulam uma fase
da vida, o que poderão querer reparar numa maturidade – é o caso de muitos
adultos brincando de namorar menininhas, menininhos, confundindo a liberdade
com libertinagem, andando vestidos como adolescentes; homens e mulheres que não querem envelhecer.
Como os pais
devem reagir frente aos filhos adolescentes?
O diálogo ainda é o mais indicado
sempre. Se os pais não sabem como orientar seus filhos, ou se numa
conversa os filhos perguntam-lhe algo que não sabem responder, devem falar
livremente que não sabem e ir atrás da resposta para retornar aos filhos.
Os filhos hão de crescer e iniciar, sem aviso prévio,sua vida sexual.
E na
presença de uma gravidez?
Se
pensarmos que a vida é gerada a partir do momento em que o óvulo é tocado pelo
espermatozóide e se soubermos que naquele exato momento ocorre uma explosão de
vida, como fogos festejantes, brilhantes e coloridos e que o ser humano começa
existir em meio a este festejo todo, já tendo consciência do que se passa com
ele, será que optaríamos pelo aborto? E se ainda tivéssemos consciência de que
aquela vida, assim como é a nossa, só poderia existir daquele óvulo e daquele espermatozoide,
será que ainda os pais optariam pelo aborto? E se soubessem que muitas
depressões profundas do adulto são frutos decorrentes do aborto provocado há
tantos anos? E se o impedimento para novos filhos fosse consequência do aborto
provocado em sua adolescência?
Hoje
tantas ONGs defensoras das mulheres, dos cachorros, da natureza...e a defesa
daquele que não possui sequer voz para se defender??Quando um
aborto é provocado, o casal já não tem futuro, uma vez que o filho é fruto do
amor entre o casal então, se ele não prestou, então o amor entre o casal também
não presta.
A falta
de informações dos adolescentes chega a um nível alarmante, como uma garota de
15 anos achando que, se usar a camisinha, matará um monte de vidas!!!
Outra dizendo que ela chegou a sentir o pênis de seu namorado (por cima da roupa) e questiona estar grávida!
Enquanto dúvidas desse naipe existem ainda, salafrários oferecendo "aborto seguro" e medicação proibida para o aborto estão à espreita,aliás, nem tão à espreita,pois oferecem seus serviços via internet!
Anacris Aquino
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